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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pesquisas explicam o futebol e o comportamento dos jogadores


A 19ª Copa do Mundo, que terá lugar na África do Sul, não escapa à curiosidade da ciência, que oferece informações importantes sobre a biomecânica do jogo, as leis físicas que o regem, nutrição e comportamento dos jogadores.

Quando o jogador se atira para simular falta

O psicólogo britânico Paul Morris analisou a questão para saber quando o jogador se atira para simular falta ou pênalti, e chegou às seguintes conclusões:

Quando o jogador cai com os braços para cima, as mãos abertas, o peito para frente e o joelho dobrado, não há dúvidas de que simulou a falta, porque "as leis biomecânicas dizem que isto não pode acontecer de maneira natural", revela Morris.

Quando há falta, "instintivamente os braços" do jogador que sofre a infração "vão para a frente para amortecer a queda, ou para o lado para manter o equilíbrio", segundo Morris.

O esporte mais excitante

Existe prova científica de que o futebol é o primeiro esporte em termos de surpresas, pois é a categoria onde se registram mais vitórias dos azarões, segundo estatísticas do laboratório mexicano de Los Álamos, que analisou em 2006 os resultados dos principais clubes desde 1888.

O futebol americano é muito mais previsível, porque as opções de vitória do mais fraco contra a equipe maior são 25% menores que no futebol tradicional. Difilmente um time que jogou pior ganha um jogo de basquete ou vôlei, mas ele pode ganhar uma partida de futebol.

Os perigos da decisão nos pênalti

Olhar uma decisão nos pênaltis pode matar homens cardíacos, mas não representa qualquer risco para as mulheres.

Uma análise revela que o número de internações por ataque cardíaco aumentou 25% na Inglaterra quando a seleção nacional perdeu nos pênaltis para a Argentina, no dia 30 de junho de 1998, em jogo pelas oitavas de final da Copa da França.

Na Eurocopa de 1996, a taxa de ataques cardíacos ou acidente vascular cerebral cresceu 50% no dia em que a Holanda foi derrotada pela França nos pênaltis, nas quartas de final. Neste ano, no Brasil, pesquisadores vão mapear os problemas cardíacos dos torcedores durante a Copa.

Jogar em casa aumenta a testosterona

Os pesquisadores britânicos Sandy Wolfson e Nick Neave analisaram até que ponto os hormônios secretados pelos jogadores que atuam no próprio estádio favorecem a equipe da casa.

Medindo os níveis de testosterona dos jogadores que atuam em casa, dos visitantes e dos atletas durante os treinos, Wolfson e Neave concluíram que este hormônio está mais presente nos jogadores que competem no próprio estádio.

A testosterona está ligada ao domínio, à confiança e à agressividade, o que leva a crer que os jogadores locais se comportam como homens defendendo seu território.

A vantagem da camisa vermelha

Os times com camisas vermelhas vencem mais, segundo análise realizada por universitários britânicos em 2008, baseada na Premier League.

Na Liga Inglesa, Manchester United, Liverpool e Arsenal vencem mais que equipes com uniformes de outra cor.

Parece que tal pesquisa não se aplica à Copa do Mundo, onde o Brasil, jogando de amarelo ou azul, faturou cinco títulos e é o maior campeão.

Explicação para as bolas de efeito

Os torcedores se lembram do golaço que Roberto Carlos fez na França em 1997, quando a bola tomou um impressionante efeito. Segundo os físicos, o percurso feito pela bola se explica pelo Efeito Magnus e o Princípio de Bernoulli.

No momento anterior ao chute, o ar se desloca de maneira irregular em torno da bola, que ao receber o impacto sai a toda velocidade.

O atrito com o ar vai retardando o progresso da bola e provoca uma trajetória curva, de acordo com o efeito dado inicialmente.

Isto explica porque o tiro de Roberto Carlos desviou da barreira francesa antes de entrar no gol junto à trave esquerda.

As mãos não mentem

Olhar as mãos dos jogadores pode ajudar a prever quem vai vencer a Copa. John Manning, da Universidade de Liverpool, estabeleceu que os melhores jogadores têm dedos anulares maiores que os indicadores.

Sem álcool

Tomar cerveja ou qualquer outra bebida alcoólica não é a melhor forma de se recuperar de um jogo, segundo estudo neozelandês publicado no Journal of Science and Medicine in Sports.

Beber sem moderação após um esforço físico reduz a força muscular entre 15 e 20%, e os efeitos duram vários dias.

da France Presse

Fonte: Folha Online
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