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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Livro aponta como os esportes radicais podem ser aplicados na educação física escolar

O livro retrata as experiências e pesquisas dos professores de Educação Física na tentativa de responder algumas questões comuns à maioria dos profissionais da área escolar. Como tornar as aulas de Educação Física Escolar prazerosas e agradáveis aos alunos? Como contextualizar os conteúdos da Educação Física com as mudanças e transformações tão velozes da sociedade atual? Como aproximar a educação física dos requisitos: desafio, emoção, intuição e sensação? Como preparar as crianças e jovens para um mundo de incertezas que nos cercam? Como aprender a conviver com o meio ambiente preservando-o em uma aula de educação física?

Talvez essas perguntas possam ser respondidas em aulas de educação física com conteúdos tradicionais como os jogos, as corridas, as ginásticas e outras atividades recreativas ou competitivas. Se não são, talvez seja o caso do professor buscar na sua prática educacional os motivos para essa distância entre o que ensina e o que o aluno espera aprender. Acreditamos que o fato dos esportes radicais lidarem com a imprevisibilidade, o risco, o desconhecido, a vertigem e as proezas heróicas, pode propiciar um ambiente muito rico para que habilidades, capacidades, comportamentos e compreensões sejam desenvolvidas em nossos alunos. Assim seguimos as montanhas,os rios, os céus e as ruas para procurar respostas em concordância com uma Educação Física contextualizada com o novo milênio.

Surgimento, crescimento e conceitos

Os Esportes Radicais são atividades novas na cultura esportiva, pois se difundiram e ganharam muitos adeptos apenas a partir da década de 1990, com a divulgação pela mídia, a oferta como atividade de lazer e turismo na natureza e a expansão globalizada do comércio em torno deles. Porém, alguns estudos indicam que essas atividades eram praticadas há muito tempo.

Percebemos que o desejo de desafiar a natureza e os próprios limites humanos é anterior a nossa sociedade e que os heróis da mitologia grega com poderes especiais, hoje são reinventados na forma de atletas de esportes radicais numa versão contemporânea como o homem aranha francês que escala prédios pelo mundo, ou o mergulhador cubano que desce a 180 metros de profundidade sem usar oxigênio suplementar como se fosse o homem do fundo do mar, ou ainda o americano que voa em sua asa saltando de um avião ao outro sem usar pára-quedas, é um pássaro, é um avião, não é o super homem.

Entendimentos do fenômeno Radical

Em nossa concepção entendemos que era preciso alargar um pouco a idéia dos esportes radicais na escola cumprindo sua função de atividade de lazer e, além disso, compreender também as relações e conhecimentos sobre desenvolvimento de capacidades físicas, de habilidades motoras, de apropriação cultural do fenômeno esporte e que devia estar pronto a captar todas as atividades esportivas cujo objetivo ou motivo de prática se relacione diretamente com o risco.

Partimos do pressuposto então que devemos entender a diferença entre perigo e risco. Sendo o perigo uma situação que ameaça a existência de uma pessoa ou uma coisa. Podemos entender que o perigo é uma situação percebida como danosa ou ruim. Por sua vez o risco é a possibilidade de ocorrer à situação perigosa, a probabilidade de ocorrência e das consequências de um determinado evento perigoso. A opção pelo termo esporte que destacamos é por compreender que se trata de uma manifestação humana muito arraigada em nossa cultura e o elemento central, a expressão Radical é para nós um aglutinador de todas as atividades esportivas de risco, pois essas nos levam ao significado da palavra raiz, essência das atividades em busca de sua natureza mais profunda.

Contexto educacional

Os Esportes Radicais podem ser explorados na área escolar de diversas formas. Divididos em blocos de conteúdos por ambiente: Aéreo; terrestre na natureza, terrestre urbano; aquático; híbrido. Importante destacar os valores conceituais, procedimentais e atitudinais que cada atividade pode contemplar, a partir de adaptações dos espaços, materiais e estratégias de ensino aprendizagem para os diferentes ciclos de ensino.

A criança passa grande parte da sua vida na escola e é nesse cenário que as transformações individuais e sociais acontecem, mesmo sabendo que há grandes influências do contexto familiar, dos ambientes de convivência fora da escola, os valores que trazem ou que aprendem com a vida é que constituirão a forma de ler o mundo, retratando os conhecimentos e experiências culturais.

Esse caminho é fundamental para as construções da personalidade, o conhecimento do próprio eu e dos outros, as individualidades biológicas, as capacidades infindáveis de expansão das múltiplas inteligências e outras tantas experiências que o indivíduo pode aprender.

A associação da aventura, que de certo modo está ligada aos desafios de cada tarefa ou ação estimuladora para resoluções de problemas, pode gerar nas aulas, um meio facilitador do desenvolvimento. Uma nova consciência começa a surgir quando o indivíduo é confrontado de todos os lados às incertezas, é levado em uma nova aventura.

A pedagogia da aventura, atrelada à educação está intimamente ligada ao entendimento e estimulação das diferentes inteligências que podemos proporcionar através das experiências vividas em situações de aula. Diante disso, o professor pode planejar em suas aulas situações estimuladoras, de resolução de problemas, de desafios, de novidades, entre outras características para relacionar a aventura e o desenvolvimento de diferentes inteligências.

Para saber mais procure o livro

Pedagogia da aventura: Os esportes radicais, de aventura e de ação na escola. São Paulo, Jundiaí: Fontoura, 2010, dos autores Igor Armbrust e Dimitri Wuo Pereira 

Fonte: Publieditorial - Portal da Educação Física
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