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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Brincar garante a saúde mental das crianças

Ajuda nos trabalhos escolares e leitura em conjunto, são exemplos benéficos.
Relacionamentos ativos com os adultos melhora o desenvolvimento psicológico.

Aprender um hobby ou outra tarefa complexa na infância com a ajuda de um adulto de confiança pode ajudar a proteger as crianças contra o surgimento de transtornos de personalidade mais tarde na vida.

Esta é a conclusão de um estudo publicado na edição deste mês da revista Development and Psychopathology.

Passar tempo com uma criança, lendo para ela, ajudando nos trabalhos escolares ou ensinando-lhes a organizar coisas contribui para promover uma melhor saúde psicológica na idade adulta.

Conexão com as pessoas

"A forte conexão interpessoal e as habilidades sociais que as crianças aprendem ao ter relacionamentos ativos com os adultos melhora o desenvolvimento psicológico positivo", disse o principal autor do estudo, Mark F. Lenzenweger, da Universidade de Binghamton, nos Estados Unidos.

"Com isso, a criança desenvolve seu próprio sistema de afiliação - sua conexão com o mundo das pessoas. Sem esse sistema, a forma como a criança se conecta com os outros seres humanos pode ser severamente prejudicada. E, como eu descobri, é esse comprometimento que prediz o aparecimento de sintomas dos transtornos de personalidade esquizóide no início da idade adulta e mais tarde," explica Lenzenweger.

Lenzenweger diz que a verdadeira importância de suas descobertas é que elas ressaltam a importância de se envolver ativamente com as crianças durante seus anos de formação - o que é particularmente relevante nesta época de creches, TV, videogames e jogos de realidade virtual na internet.

Genético versus social

As relações interpessoais alimentam uma vontade de se envolver com os outros, que é a base psicológica da experiência humana. Nos indivíduos com transtorno de personalidade essa vontade de manter contato com outras pessoas é marcadamente ausente.

O pesquisador ressalta que o grande foco dos estudos anteriores sobre o tema tem sido a influência genética - seriam as nossas tendências herdadas que ditariam nossas respostas psicológicas e comportamentais para o tipo de situações e o estresse que a vida sempre joga sobre nós.

Mas o novo estudo mostra que a experiência social nos primeiros anos de vida é um forte preditor de um melhor ajustamento na vida adulta.

Agora o pesquisador pretende estudar simultaneamente os dois aspectos - psicológico e genético - para identificar o peso de cada um dos fatores na saúde mental dos adultos. 
  
Fonte: Diário da Saúde

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