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quinta-feira, 17 de março de 2011

Divulgação por meio da internet dissemina o uso de anabolizantes, tema que ainda é tabu em academias

Paraguai e Espanha são os maiores fornecedores, indica especialistas.
Raiz do problema pode estar na impunidade.

Quem procura acha com facilidade. Ao contrário de outros tempos, não mais em balcões de academias e farmácias. Os esteroides anabolizantes, as populares “bombas”, agora são vendidos na surdina, longe dos olhares da fiscalização. A internet aparece como o principal atalho para quem busca músculos torneados e peitoral definido da noite para o dia.

“A internet é, sem dúvida, o mercado mais aberto para aquisição desses produtos. Com alguns cliques, você encontra sites e gente oferecendo em redes sociais. Fazem até entrega em domicílio”, comenta o personal trainer João Batista Júnior. O presidente da Federação Cearense de Culturismo, Musculação e Fitness, José da Páscoa Madeira Neto, assegura ter feito campanhas de conscientização nas academias, mas reconhece a dificuldade de lidar com um “mercado paralelo”.

“O que circula de bomba por aí, hoje em dia, são esteroides importados, que chegam do Paraguai, da Espanha”, enfatiza. Ainda assim, há quem consiga driblar essa logística. “Já tomei conhecimento de casos de pessoas que forjam receitas e conseguem remédios anabolizantes com veterinários”, revela Josiane Brandão, educadora física e ex-nadadora profissional.
Na avaliação do médico do esporte Marcus Strozberg, a raiz do problema pode estar na impunidade. “É preciso responsabilizar civilmente as pessoas pelo exercício ilegal da medicina”, diz. Para além da distribuição ilegal das bombas, está a falta de desconhecimento sobre os riscos do uso indiscriminado de anabolizantes.

Essa é a tese defendida por Mirian Parente Monteiro, doutora em farmacologia e pesquisadora acadêmica na área de uso racional de medicamentos. “Fizemos um trabalho de pesquisa nas academias, há alguns anos, e tivemos uma resposta de que a grande maioria das pessoas que admitiu ter tomado anabolizante desconhece os riscos e consequências que o uso dessas substâncias podem causar”, observa.

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EM ALTA

Fiscalização
O trabalho de orientação de educadores físicos sobre os perigos de anabolizantes coíbe em casos o seu uso.

EM BAIXA

Impunidade
É preciso responsabilizar civilmente as pessoas pelo exercício ilegal da medicina no trabalho com anabolizantes.

Por Bruno Balacó
Fonte:  O Povo.com.br
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