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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Autônomos e donas de casa estão entre os que mais têm dor crônica

Pesquisa da USP ouviu 2.446 pessoas na capital paulista.
Bairros periféricos são os mais afetados pelo problema.
Aposentados e pessoas que trabalham em casa ou por conta própria – tanto autônomos quanto donas de casa – são os grupos que mais sofrem com a dor crônica na cidade de São Paulo, revela uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (10) pela Faculdade de Saúde Pública da USP.

Os cientistas ouviram 2.446 paulistanos por telefone, e descobriram que 28% da população com mais de 18 anos se queixa de dores – ou sensações estranhas, como choques, pontadas ou formigamentos – que persistem por mais de três meses.

Segundo a pesquisadora da USP Maria do Rosário Latorre, que liderou o estudo, quem trabalha por conta própria corre mais risco de sentir dores porque não tem orientação sobre posturas corretas.

"Uma das hipóteses que levantamos é que essas pessoas exercem atividades que exigem muito esforço físico, mas não estão preparados para isso. É o caso dos pedreiros, mecânicos, encanadores".

De acordo com ela, o mesmo ocorre com a dona de casa, que tem que carregar peso ou trabalhar em situações desconfortáveis, como na hora de estender a roupa. Já entre os aposentados, o desgaste natural do corpo, somado a muitos anos de atividades prejudiciais, são causadores de dor.

Escolaridade

A pesquisa também constatou que a dor crônica é menor em quem tem estudou mais. Enquanto o problema atinge 33,7% dos adultos analfabetos, apenas 23,5% dos que estudaram 15 anos ou mais sofre com dores crônicas.

Quando observaram as regiões de São Paulo onde há mais registro de dor, os cientistas descobriram que as regiões mais próximas à periferia são mais atingidas. O bairro onde há mais reclamações é Aricanduva (67,4% dos adultos), seguido de Socorro (65,9%) e Cachoeirinha (52,1%).

De acordo com a pesquisadora, além de serem locais onde há uma porcentagem maior de pessoas com menor escolaridade, o desconforto do transporte público, utilizado por períodos mais longos para chegar ao trabalho, pode ser um dos causadores da dor.

Obesidade

A maior parte das pessoas ouvidas pela pesquisa reclamou de dores nas pernas e pés (22%), nas costas (21%), no peito (17%) e na cabeça (15%). Segundo os cientistas, esses números são efeito da obesidade. "Mais da metade das pessoas que reclamaram de dores nos membros inferiores tinham sobrepeso", explica Maria.

Entre os obesos entrevistados, 32,6% sofria de dores crônicas, enquanto o problema atingia 21,6% das pessoas consideradas desnutridas.

Fonte: G1
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